Voltando as atividades do Blog


Caros seguidores do blog!
Estive por um tempo afastado desta poderosa ferramente de comunicação da internet.
Em 2013, embora seja jovem (34 anos), completei dez anos de exercício profissional no ramo do Direito e da advocacia.
Tive muitas vitórias, algumas gigantescas. Questionei pessoas poderosas. Sofri derrotas como todo profissional sofre ao lutar por Justiça nesse país.
Em dez anos de árdua caminhada, comecei alimentando um sonho de chegar a magistratura.
Deixei esse sonho e os concursos públicos a qual somos direcionados desde os bancos acadêmicos em razão da falência da instituição chamada concurso público (vilipendiada pelos políticos) com seus jeitinhos e favorecimentos tão debatidos na atual conjuntura que vivemos, hoje tão contestada pela sociedade.
Mudei de cidade. Mudei de vida. Ganhei novos amigos. Resgatei a autoestima descobrindo uma arte que estou amando (dança de salão). Futuramente voltarei a estudar música (atividade que eu estudava antes de ingressar na Faculdade de Direito e me submeter a estressantes rotinas de estudo). Estou buscando novos ramos e atividades, pois é cediço que o mundo e todas as profissões evoluíram. O Direito não. O Direito é extremamente conservador e engessado com ideias retrógradas que precisa obedecer a realidade do mercado de trabalho.


A situação é tão alarmante que eu infelizmente não consigo debater de forma efetiva com meus pares os destinos da nossa profissão. Uma vez que eu não me sinto confortável em debater ideias com a atual direção da OAB/Rio das Ostras ainda presa, com a devida vênia, a antigos dogmas que não são condizentes com a minha geração e com aquilo que penso ser adequado ao exercício moderno da advocacia.


É flagrante e cristalino o conflito de gerações na advocacia e no Direito. De um lado os Baby Boomers (ministros de tribunais superiores, desembargadores, procuradores no último nível de carreira, donos de grandes bancas de advocacia) que ainda impõem seus conceitos e achatam nossa profissão com péssimas condições de trabalho, honorários aviltantes, anuidades caras, jornadas de trabalho superiores a de trabalhador braçal com escopo de afastar a todo custo nossa geração Y de gerenciar os destinos do Direito nesse país.

Eu não pretendo deixar em definitivo a carreira jurídica, como muitos da minha geração fizeram, sucumbindo as práticas impostas pela geração Baby Boomers que domina a advocacia e os postos de direção do mercado de trabalho. Como juramentista da turma de Direito de 2003 jurei sempre acreditar no Direito. Minha missão está sedimentada no fato de tentar debater agora, mecanismos de empreendedorismo e modernidade da nossa profissão, adequando-a a realidade do mercado de trabalho.
O Direito é muito mais do que meras funções burocráticas e vaidades. Somos instrumentos da Justiça.


